No boteco da esquina comprei um pedacinho do rolo. Sai com os bolsos fedendo, corri pra varanda azul de onde o mundo ficava diferente. Dali, de mansinho, peguei na base de osso o presente mais valioso que já havia ganhado. Quem me deu foi meu pai, mas o vovô fez questão de avaliar como muito bom, e o fez me ensinando amolar o canivete na pedra. Barulhinho bom, schuiz, schuiz...
Pensei que de tanto amolar um dia ia ficar igual aos dele, e assim amoladinho piquei fumo e enrolei a palha. Baixei o som, que ninguém podia ver o tarugo fumegando... bufo, bufo, traguei daquele amargo que acendi no isqueiro do Seo Hidemburgo. Tonto, cara feia, tosse, mas até o fim, como gente grande, e ao fim, do alto da varanda a bituca foi contemplada enquanto planava e
pousou levemente no olho do jardim, em frente ao antigo consultório.
O canivete, uma pena, de tão usado, para tudo que era tarefa, de cortar, apontar, parafusar, se esmolengou todo. Tentei até consertar, mas o velho osso do cabo, acabou-se por enterrado no mesmo jardim do consultório, de onde ao fundo o barulhento compressor desenhava dentaduras para toda sorte de gente.
pousou levemente no olho do jardim, em frente ao antigo consultório.O canivete, uma pena, de tão usado, para tudo que era tarefa, de cortar, apontar, parafusar, se esmolengou todo. Tentei até consertar, mas o velho osso do cabo, acabou-se por enterrado no mesmo jardim do consultório, de onde ao fundo o barulhento compressor desenhava dentaduras para toda sorte de gente.
Um esmeril afiado:

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